Estudante de direito e fã de cachoeiras: saiba quem era a jovem que morreu após implorar para motorista parar o carro
Entenda o caso de estudante que implorou para motorista parar o carro antes de morrer Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, jovem que morreu depois d...
Entenda o caso de estudante que implorou para motorista parar o carro antes de morrer Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, jovem que morreu depois de implorar para o motorista parar o carro, em Alexânia, estudava direito e amava ir à cachoeira, segundo a mãe dela, Keila Aparecida Farinha. Para ela, a filha irradiava luz onde chegava e era a preferida das crianças. O motorista do carro, Ivan Rodrigues Cardoso, de 33, foi preso e é apontado pela família como amigo de trabalho da jovem. “21 anos, uma vida toda ao nosso lado. Excelente filha. Onde chegava, irradiava luz e energia boa, a preferida das crianças. Sempre dando conselhos aos irmãos mais novos e me perguntando se minha fase de fazer crochê e se sentar na calçada para conversar com os vizinhos não iria chegar”, disse Keila à repórter do g1, Tatiane Barbosa. A defesa de Ivan afirmou que o caso se trata de um acidente de carro em investigação e considerou precipitada a investigação como feminicídio. De acordo com a advogada Luiza Barreto Braga, não há comprovação da intenção de provocar o acidente. A defesa afirmou que adotará medidas judiciais para garantir os direitos do investigado, incluindo pedido de habeas corpus (veja a nota completa ao fim do texto). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Ao g1, a mãe disse que a filha voltou a trabalhar como auxiliar de vendas em novembro do ano passado em uma loja de produtos esportivos. Ela havia acabado de retornar para a faculdade, após ter trancado no ano passado, e o sonho dela era se formar, ir para uma cidade maior. Keila contou à reportagem que Kimmberlly conheceu Ivan no trabalho e que a família não tinha conhecimento do suposto namoro que ele alega ter com a jovem. Segundo o relato, a filha sempre apresentou as pessoas com quem se namorou, e os últimos relacionamentos foram com mulheres: “Ela sempre afirmava que tinha somente amizade com ele”. No dia do acidente, a mãe revelou que amigos da jovem foram buscá-la para um churrasco. Depois de lá, seguiram para um bar e depois foram embora. Keila ainda falou com a filha horas antes do acidente: “Conversei com Kimm às 20h, mais ou menos, e ela me confirmou que iria dormir em casa”, disse. Kimmberlly Gisele ao lado da mãe Keila Aparecida Arquivo pessoal / Keila Aparecida Ao g1, a prima da jovem, Marcela Moreira, lembrou dela com emoção: “Muito meiga, simpática, educada. Me chamava de tia. Sempre muito carinhosa”. Nas redes sociais, a mãe da estudante se emocionou ao lembrar da filha. “Mais um dia sem você. Dói a falta que você está fazendo, a falta do seu barulho, escutar sua voz. Tenho tanta novidade para te contar, mas você não está aqui. Te tiraram de nós. Seus irmãos também sentem saudades. Dói "acostumar" sem você, que me acompanhou por metade da minha vida. Eu não estava pronta para sua partida, não me ensinaram a viver sem você”, declarou. LEIA TAMBÉM QUANDO ACONTECEU: Estudante de direito implora para motorista parar o carro minutos antes de morrer em acidente Estudante que implorou para parar o carro antes de morrer em acidente: motorista disse que ficou com ciúmes da jovem em bar Mãe de jovem que implorou para motorista parar carro antes de morrer em acidente desabafa: ‘Está um buraco aqui em casa’ Acidente O acidente aconteceu dia 4 de maio, na BR-060, enquanto eles saíam de Alexânia no sentido de Brasília. Um vídeo gravado pela jovem dentro do carro mostra o instante em que ela implora para o motorista não seguir viagem: “Ivan, por favor, estou com medo. Ivan, por favor, vamos para minha casa?”. Em seguida, ele diz para ela parar de filmar (veja o vídeo abaixo). Homem é preso suspeito de dirigir bêbado e matar uma mulher em acidente na BR-060 Segundo a delegada Silzane Bicalho, responsável pela investigação, os dois passaram o dia anterior em uma chácara e, depois, foram para um bar. O suspeito disse à polícia que ele teria ficado com ciúmes e dito que iria embora com ela. “Ele falou que estava namorando. A Kimmberlly era muito popular e ele falou que os caras mexiam com ela. Falou que iria em Ceilândia onde os amigos dele estavam”, acrescentou a delegada. Ivan foi preso temporariamente na manhã desta quarta-feira (20). Em depoimento, ele disse que, enquanto estava dirigindo, viu um vulto e acabou perdendo o controle da direção. “Ele disse que viu um vulto, aí puxou o volante e perdeu o controle do carro”, revelou a investigadora, acrescentando que ele havia ingerido bebida alcoólica no dia do acidente. Ivan Rodrigues Cardoso, de 33 anos conduzia o carro quando capotou. Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, morreu após ser socorrida Foto: Reprodução / TV Anhanguera e Arquivo pessoal O carro capotou. Ivan foi resgatado e levado a um hospital de Anápolis, e Kimmberlly chegou a ser socorrida com vida, mas morreu na ambulância. De acordo com a delegada, o suspeito poderá responder pelo crime de feminicídio por dolo eventual, quando uma pessoa, mesmo não tendo a intenção direta de cometer um crime, age com risco de provocá-lo. Nota da defesa A defesa de Ivan Rodrigues Cardoso vem esclarecer que as informações divulgadas até o presente momento não refletem, de forma fiel e técnica, a dinâmica dos fatos efetivamente ocorridos. Trata-se, em tese, de um acidente automobilístico, cuja apuração ainda se encontra em fase inicial de investigação pelas autoridades competentes. Nesse contexto, é precipitado atribuir ao caso a natureza de feminicídio antes da conclusão dos procedimentos investigativos e da análise técnica de todos os elementos constantes nos autos. A defesa destaca que não há, até o momento, qualquer conclusão definitiva que indique intenção deliberada de provocar o resultado trágico, motivo pelo qual é imprescindível que o caso seja tratado com responsabilidade, cautela e observância ao devido processo legal. Ivan Rodrigues Cardoso lamenta profundamente o ocorrido e manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima neste momento de imensa dor e consternação A defesa informa, ainda, que adotará todas as medidas judiciais cabíveis para assegurar os direitos e garantias constitucionais do investigado, incluindo a impetração de Habeas Corpus, com o objetivo de garantir a correta aplicação da lei, a regularidade do procedimento investigativo e o respeito ao princípio da presunção de inocência. Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e acredita que os fatos serão devidamente esclarecidos ao longo da investigação, com base em provas técnicas e dentro dos parâmetros legais e constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito. Atenciosamente, Luiza Barreto Braga. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás