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Paciente que ficou tetraplégico após acidente recebe polilaminina em hospital de Itumbiara

Morador de Itumbiara é o segundo a ser tratado com polilaminina em Goiás Um morador de Itumbiara, na região sul de Goiás, se tornou o segundo paciente a rec...

Paciente que ficou tetraplégico após acidente recebe polilaminina em hospital de Itumbiara
Paciente que ficou tetraplégico após acidente recebe polilaminina em hospital de Itumbiara (Foto: Reprodução)

Morador de Itumbiara é o segundo a ser tratado com polilaminina em Goiás Um morador de Itumbiara, na região sul de Goiás, se tornou o segundo paciente a receber uma aplicação de polilaminina em Goiás. A substância é usada em um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para tratamento de lesões medulares. Segundo a assessoria do Hospital Estadual da cidade, Manoel Astrogildo da Silva Neto conseguiu acesso à polilaminina após uma decisão judicial. A aplicação aconteceu na última quinta-feira (26), segundo relato publicado pela farmacêutica Camila Nascimento, namorada de Manoel. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Goiás, a aplicação ocorreu no contexto do uso compassivo autorizado pela Anvisa, com condução pela equipe externa vinculada aos responsáveis pela pesquisa. Manoel ficou tetraplégico após sofrer um acidente quando retornava de Goiânia, em novembro do ano passado. Segundo informações divulgadas pela família, ele fraturou a coluna cervical e, desde então, segue internado em cuidados intensivos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em um relato publicado nas redes sociais, Camila conta que a decisão judicial é de fevereiro deste ano. “Depois disso, vieram todas as etapas, documentos e processos… até finalmente chegarmos a esse dia tão esperado”, escreveu. Manoel Astrogildo ficou tetraplégico após um capotamento em Goiás Reprodução/Instagram de Camila Nascimento e Manoel Astrogildo LEIA TAMBÉM: Delegado que sobreviveu a acidente com viatura recebe dose de polilaminina para tentar voltar a andar Primeiro paciente O delegado Leonardo Sanches, de 44 anos, que ficou tetraplégico após um acidente com uma viatura entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia, foi o primeiro a receber polilaminina no estado, em fevereiro. Na ocasião, o gerente de reabilitação física e visual do Crer, Eduardo Carneiro, reforçou que apesar do potencial de melhora que a polilaminina pode oferecer aos pacientes, é importante conciliar a aplicação com uma reabilitação intensiva. Leonardo Sanches ficou tetraplégico após acidente na GO-330 Reprodução/TV Anhanguera “A aplicação foi feita aqui mesmo, pela equipe do Rio de Janeiro, profissionais, neurocirurgiões e pesquisadores que são habilitados para fazer a aplicação. Em seguida, o paciente seguiu com a reabilitação”, explicou. O que é a polilaminina? De acordo com a apuração da editoria de saúde do g1, a polilaminina é um composto criado em laboratório e usado em uma pesquisa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Liderado pela cientista Tatiana Sampaio, o estudo busca pacientes com lesões medulares recentes, que provocaram a perda dos movimentos. Até o momento, a pesquisa mostrou indícios de que a substância pode ajudar na regeneração das lesões. Isso porque ela é criada a partir da laminina, uma proteína produzida pelo corpo humano com papel importante no desenvolvimento embrionário e crescimento celular. Entenda como funciona a polilaminina. Arte/g1 Apesar da repercussão nacional da pesquisa, a cientista explica que a polilaminina ainda é uma promessa. O estudo conseguiu bons resultados em animais e em um pequeno grupo de pessoas, mas é necessário que a pesquisa continue e cumpra o processo exigido para provar eficácia e segurança. No dia 5 de janeiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciaram o início do estudo clínico fase 1 para avaliar os resultados da pesquisa. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás