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Veja cronologia da morte de menina por suspeita de envenenamento

Polícia Civil apura morte de criança por envenenamento em Alto Horizonte A morte de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, que morreu com suspeita de envenenamento ap...

Veja cronologia da morte de menina por suspeita de envenenamento
Veja cronologia da morte de menina por suspeita de envenenamento (Foto: Reprodução)

Polícia Civil apura morte de criança por envenenamento em Alto Horizonte A morte de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, que morreu com suspeita de envenenamento após jantar com a família, em Alto Horizonte, na região norte de Goiás, causou comoção na cidade. O irmão da menina, de 8 anos, também passou mal e está internado. Segundo a Polícia Civil, a mãe e o padrasto das crianças, únicos adultos na casa, são tratados inicialmente como suspeitos. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos envolvidos no caso até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Sexta-feira, 27 de março Morte de menina de 9 anos é investigada, em Goiás Reprodução/TV Anhanguera Preparação do jantar Na noite de sexta-feira (27), o companheiro de Nábia e padrasto das crianças preparou o jantar para a família. Segundo o relato da mãe, o cardápio consistia em arroz, feijão e carne moída. “O jantar é a refeição mais suspeita, pela proximidade temporal, foi carne, arroz e feijão, sendo que a carne já estaria preparada desde o meio-dia, e o arroz e feijão teria sido confeccionado na hora”, explicou o delegado Sandro Leal. A refeição De acordo com a polícia, a versão da mãe e do padrasto é de que todos consumiram a mesma comida. Durante o dia, a família fez outras refeições, que também são alvo da investigação. “Primeiro eles consumiram um tipo de um salame, uma mortadela, que todos teriam consumido. Passado um tempo, uma terceira pessoa trouxe um bolo de milho”, disse um investigador. Na hora do jantar, o casal e as duas crianças comeram juntos na área externa da casa. A mãe afirma que serviu os pratos das crianças e o seu próprio, enquanto o companheiro serviu o dele. Primeiros sintomas Mãe de menina que morreu com suspeita de envenenamento relata pedido de ajuda da filha Segundo a mãe, após o jantar, ela orientou os filhos de que já estava na hora de irem deitar e dormir. Depois de entrar no quarto, Weslenny começou a chorar e reclamar de dores na barriga. “Eu entrei lá no quarto, aí ela tava chorando. ‘Mãe, minha barriga tá doendo’. E ela geladinha. Eu vi que ela não tava normal. Ela falou assim: ‘Mãe, eu não tô aguentando, me leva pro hospital’”, relatou a mãe da criança, Nábia Rosa Pimenta, em entrevista exclusiva à TV Anhanguera. A menina foi levada ao Hospital Municipal Darcy Pacheco. De acordo com a unidade, a paciente deu entrada às 22h30 com crises convulsivas. “Inicialmente, a paciente apresentou resposta às medidas terapêuticas instituídas, com melhora do quadro clínico. Contudo, evoluiu posteriormente com rebaixamento do estado geral, associado à bradicardia, progredindo para parada cardiorrespiratória”, narrou o secretário municipal de saúde, Edimar Souza Fonseca. LEIA TAMBÉM: ENTENDA O CASO: Veja o que se sabe sobre menina que morreu com suspeita de envenenamento após jantar com a família Menina que morreu com suspeita de envenenamento: perícia analisa comida servida no jantar em que família passou mal Mãe fala do cuidado com a filha de 9 anos que morreu com suspeita de envenenamento após jantar com a família: 'Paixão grande' Sábado, 28 de março Criança morre e irmão é levado ao hospital Apesar do esforço da equipe médica, a morte de Weslenny foi confirmada na madrugada de sábado (28). “Na madrugada do dia 27 para o dia 28, a polícia foi acionada porque deu entrada no hospital de Alto Horizonte uma mãe com a filha com sintomas de envenenamento. Isto é, salivação excessiva e náuseas. Pouco tempo depois, essa menina evoluiu e foi a óbito. Simultaneamente, o outro irmão dela, que estava em casa com o padrasto, começou a apresentar os mesmos sintomas”, narrou o delegado Sandro Leal. Em seguida, o irmão da menina, de 8 anos, foi encaminhado em estado grave para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. Atualmente, o quadro da dele é estável e está sob a tutela do pai biológico. Conforme informado pelo investigador, além das crianças, os relatos médicos são de que apenas o padrasto teria apresentado alguns sintomas, mas não com a mesma intensidade que as crianças. "Ele teria tido alguns episódios de vômito durante a noite", disse. Investigação no local Gatos foram encontrados sem vida na mesma vizinhança onde menina morreu suspeita de envenenamento, em Goiás Reprodução/TV Anhanguera Segundo o delegado, na manhã de sábado, a polícia e a perícia foram à casa da família. No quintal e arredores, foram encontrados gatos mortos, o que reforçou a suspeita de envenenamento pela mesma substância. “São quatro gatos mortos, que foram recolhidos os animais para o IML veterinário de Goiânia, a fim de comprovar essa hipótese, que é muito provável de que a mesma substância que envenenou as crianças, envenenou também os animais. Até porque os animais foram encontrados no quintal e arredores da residência dessa família”, destacou o investigador. Desdobramentos e Investigação Coleta de provas A polícia apreendeu os restos de comida na casa, que foram levados para a perícia. "O resto da comida teria sido descartado, mas a gente encontrou. E tinha uma outra comida suspeita na geladeira, todos esses materiais foram recolhidos", disse o investigador. Além disso, quatro aparelhos celulares foram recolhidos. Depoimentos De acordo com o delegado, a mãe e o padrasto, inicialmente, são tratados como suspeitos. "Eles são os únicos dois adultos na casa, sendo que os envenenados foram duas crianças. São naturalmente suspeitos", pontuou. Os dois prestaram depoimento na delegacia e negaram ter envolvimento com o envenenamento. O investigador relatou a existência de "contradições internas" nos depoimentos. Com o andamento da investigação, será possível descartar ou não a participação deles. O pai biológico, uma tia, a avó materna e um tio também foram ouvidos pela polícia. Substância utilizada A polícia aguarda os laudos periciais para identificar formalmente a substância utilizada e determinar se houve homicídio doloso ou culposo, quando não há intenção de matar. De acordo com Marcelo de Castro Coelho Morais, da 7ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica (CRPTC) de Uruaçu, a partir das matrizes biológicas coletadas da vítima, do irmão dela e dos animais, será possível identificar qual substância pode ter causado esse envenenamento. “Suspeita-se de chumbinho, um veneno relativamente comum aqui, apesar de proibido”, ressaltou o delegado Sandro Leal. O prazo para que o laudo pericial seja concluído é de 30 dias. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás